terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Carnaval na Escola e a Lei 10639/2003

A Escola Bergson Gurjão Farias, deve desenvolver em fevereiro, a temática sobre carnaval a partir da Lei 10.639/2003, “que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino, a obrigatoriedade da temática história e cultura africana e afrobrasileira". O carnaval tem raiz na cultura afrobrasileira, o que deve ser estudado enquanto espaço de consciência negra, desmistificando o preconceito e a intolerância que o carnavalesco sofre no país, devido à relação da batida dos tambores com o Candomblé, religião de matriz africana, de onde nascem os ritmos da cultura popular brasileira nas comunidades negras. A Escola tem o papel de mostrar as belezas africanas e afrobrasileira que se manifestam nas comunidades negras e quilombolas com seu colorido, culinária e literatura no pós-libertação dos escravizados. A cultura afro no Brasil mistura-se com a indígena e europeia, o que vem enriquecer a criatividade na culinária, arte, música, dança, esporte e literatura passando a ser denominada de cultura popular brasileira. A história do carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que na colônia era praticada pelos escravos. Depois surgiram os cordões e ranchos, as festas de salão, os corsos e as escolas de samba. brasilescola.uol.com.br/carnaval/historia-do-carnaval.htm O carnaval brasileiro é uma festa multicultural que se populariza com o samba, tem influência da religião africana e afrobrasileira, de onde vem à batida dos tambores e a dança que expressa o sentido espiritual do corpo, o corpo que fala expressando o ritmo da música afro com sua diversidade desde o samba, axé, frevo, reggae, rapper, hip hop, maracatu, maxixe, forró, xaxado, Carimbó, coco e capoeira. É toda uma musicalidade que se transforma em Festas Populares onde está à expressão corporal, a alegria, o aconchego, a coletividade e faz com que ninguém aguente ouvir sem se mexer, porque o corpo pede e a mente libera. O Carnaval de Rua no Brasil se tornou a maior manifestação popular da cultura afrobrasileira, que se transforma em festa como podemos ver: no Rio de Janeiro inicialmente veio os cordões em ritmo de machinhas com composição de Chiquinha Gonzaga em 1899, posteriormente, das Rodas de samba nas comunidades negras, vem à criação das Escolas de Samba Enredo, que se popularizou no Rio de Janeiro e São Paulo, espalhando-se por outras localidades do país. Já na Bahia tem o Samba Reggae e o Axé, em Pernambuco o Maracatu rural, o Maracatu Bague Virado e o Frevo, no Maranhão o Bumba meu boi e o Reggae, no Amazonas o Bumba meu boi de Parintins, no Pará o Carimbó, no Ceará o Maracatu Cearense. Os desfiles de Rua do Carnaval em Fortaleza simbolizam esse encontro de ritmos carnavalesco de todo o país, mais o humor e a sátira. É esse carnaval afro-brasileiro que trazemos como forma de refletir a beleza e a criatividade da cultura negra, vinda da África para o Brasil, pelos escravizados/as. Carnaval é negritude é história afro é Terreiro é tambores é poesia é samba, axé, frevo, Bumba-meu-boi e maracatu é puro afro-brasileiro. Leonardo Sampaio. Leonardo Sampaio, lotado na Escola Bergson Gurjão Farias, no apoio pedagógico da gestão escolar. É estudioso e pesquisador da cultura popular brasileira.

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