terça-feira, 25 de fevereiro de 2025
Carnaval na Escola como cultura afro-brasileira.
Carnaval na Escola Bergson Gurjão Farias
Biblioteca Bem-Me-Quer
Por: Leonardo Sampaio
“A dança e o corpo formam um ambiente sagrado de espiritualidade.”
Esse momento de carnaval na Escola Bergson Gurjão Farias é muito mais que uma simples dança, é na verdade o encontro com a cultura africana e afrobrasileira, com a beleza da negritude, da arte e da batida dos tambores trazida pelos escravizados chegados ao Brasil, forçados, mas trazendo no espírito a ancestralidade, que revitalizou a vida, por meio da resistência diante das perseguições, da Igreja e do Estado, governado pelos brancos europeus dos Impérios. Os mesmos herdeiros da “Casa Grande” que hoje dão golpes e assumem o governo para mascarar a corrupção implantada por eles e buscam desesperadamente barrar as investigações da Lava-Jato na parte que os atinge. Tornando um judiciário seletivo e desmoralizado, um governo de corruptos e um congresso de bandidos.
Para a Biblioteca Bem-me-quer, que estimulou a pesquisa e o estudo sobre o Carnaval brasileiro, junto às crianças, foi muito estimulante ter levado a se envolverem escrevendo, aprenderam a buscar na internet, leram, viram vídeos e ouviram músicas de Carnaval, que revelaram a cultura africana e afrobrasileira, músicas e ritmos que contaminam a alma, a mente e o coração alegre desse povo que povoa esse país chamado Brasil. Um povo que mesmo diante de todo o sofrimento consegue mostrar o talento vindo dos ancestrais e em seus quintais, seus terreiros, suas comunidades negras e quilombolas subindo os morros desenvolvem seus saberes e confessam sua espiritualidade de fé nos Orixás, inspirados na natureza e no Deus maior Olorum.
É esse o Carnaval que trazemos na Escola, como lugar de desmistificar a intolerância religiosa, racismo religioso, o preconceito, combater o racismo e elevar a autoestima dos negros e das negras para que se sintam livres em assumir sua identidade negra e sentir felicidade e orgulho da sua negritude.
Esse Carnaval simboliza também a percepção da Escola, que racismo não é bullying, é crime e essa é a razão pela qual se faz necessário implementar a Lei 10639/2003 que modifica a LDB, instituindo a obrigatoriedade do Ensino de História e da cultura africana e afrobrasileira em escolas públicas e particulares.
Portanto agradecemos a todos e a todas à Diretora Sheila, as Coordenadoras pedagógicas Maria, Laelza, às professoras e aos alunos e alunas que vão aqui fazer a culminância de seus estudos e pesquisas sobre a diversidade de gêneros de ritmos e danças trazendo o Frevo, o Samba, o Maracatu, o Samba-Reggae, o Axé, Bumba-meu-boi e as Marchinhas.
Carnaval é negritude é história afro é Terreiro é tambores é poesia é samba, axé, frevo e maracatu é puro afro-brasileiro.
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